AULA DE MUSICA PARA BEBÊS – MARGARETH DAREZZO

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Percebi quando postei sobre a aula de musica semanal do Antonio no Instagram, surgiram algumas duvidas… Pedi para a Margareth Darezzo, professora do Antonio, esclarecer para vocês algumas das principais duvidas:
Como a música entra na vida de uma criança?
Em que fase do desenvolvimento podemos ou devemos inserir a música?
O que podemos oferecer de música para um bebê?
Quais os benefícios e objetivos de uma aula de musica para um bebê?

Vamos lá…

“Primeiro de tudo, estar acompanhado de um profissional que conhece cada fase de desenvolvimento da criança é essencial. Conhecer as capacidades sensoriais, motoras, cognitivas e emocionais de uma criança permite conduzir um trabalho que não a sufoque com estímulos exagerados e nem a subestime com estímulos vazios.

O respeito à criança começa no uso da linguagem lúdica; os nossos encontros musicais são feitos de brincadeiras afetuosas com estímulos adequados, e tem alguns objetivos bem traçados.

Objetivos:
Proporcionar um desenvolvimento saudável;
Graduar estímulos segundo fases e habilidades;
Criar um ambiente tranqüilo e agradável;
Oferecer uma linguagem rica e expressiva;
Oferecer o convívio com a musica.

Oferecer a música para ajudar a criança a perceber o mundo, escutar seu tempo e compreender suas fases e habilidades com reflexões, brincadeiras e afeto. É a música oferecida como linguagem e recurso para um desenvolvimento favorável.

Estratégia:
Criar uma cultura a partir da mãe (e/ou cuidador), que deve ser o primeiro a ser envolvido no processo da iniciação musical. A música é oferecida para a criança como mais uma linguagem de percepção e expressão.

Desenvolve:
Percepção auditiva;
Expressão vocal e cultivo da voz;
Expressão corporal e as relações temporais e espaciais;
Sensibilidade musical;
Capacidade de discriminar, comparar, classificar, identificar e generalizar no contato com mundo sonoro;
Habilidades motoras;
Contato com o folclore e a cultura brasileira;
Relaxamento.

Conteúdo:
Composições feitas especificamente para o universo infantil, respeitando cada fase do desenvolvimento de cada criança nas suas descobertas. São canções, brincadeiras e atividades com:

brincadeiras de colo;
massagem para o bebê;
cuidados com o bebê (troca de fralda, banho, etc);
fantoches e brinquedos educativos que viabilizam a atenção da criança pequena;
estímulos de dicção, expressão e fala;
oportunidades de imitar sons;
oportunidades de  perceber o silêncio e desenvolver a acuidade auditiva;
estímulos combinados – audição/visão, audição/tato, audição/paladar, audição/olfato;
o nome do bebê para vivenciar sua individualidade;
oportunidades de desenvolver noção de corpo, tempo e espaço;
oportunidade de movimento espontâneo;
oportunidade de movimento dirigido por comando de voz e som (temas ou letras);
oportunidade de desenvolver a convivência em grupo e sociabilidade;
os jogos característicos de cada fase da criança;
estímulos que favorecem descobertas e contato com conceitos básicos e contexto (nomear cores, animais e objetos, alimentação, natureza, higiene, preservação do meio ambiente, convivência e sociabilidade);
brincadeiras de roda;
danças e coreografias;
relaxamento para a criança aprender a dormir.

E a mãe?
“O desenvolvimento da criança é função direta da atitude materna, e mais particularmente do clima afetivo que gera em torno do filho”.

“… As etapas do desenvolvimento da criança têm uma base genética evidente, mas as potencialidades inatas só se desenvolvem na medida em que o recém-nascido encontra um meio favorável. O meio no qual crescerá a criança está feito de estímulos de natureza física e principalmente da presença humana carinhosa que cria as condições psicoafetivas indispensáveis ao desenvolvimento geral da criança a curto ou longo prazo”.(Le Boulch).

“A função do ritmo ultrapassa a dimensão temporal, visto que se insere em todas as manifestações de comportamento, desde as biológicas e as nervosas às psicológicas, daí a sua importância na observação psicomotora”.(Le Boulch).”

Esse foi o texto que a Margareth me mandou (dei uma pequena sintetizada para vocês).
Agora me sinto no dever de contar a minha visão da aula de musica…
É toda segunda-feira as 9 da manhã. Segunda deveria ser um dia chato né? De manhã então… Mas para mim, é o melhor dia da semana! Eu amo curtir o Antonio, cantar, observa-lo observando o mundo, fazer carinho, dançar… Amo tudo em relação a aula. Me sinto cada vez mais conectada com ele.

Enfim, recomendo não apenas a aula de música mas toda atividade em dupla: Shantala, natação, pintura, movimento, musica…
Affe, ser mãe é bom demais!

Beijinhos

Margareth Darezzo
[email protected]
www.margarethdarezzo.com.br
@margarethdarezzo

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  1. Lu bom dia!!!

    O antônio já faz alguma outra atividade além da aula de música??? Estava querendo começar com a natação com a minha bebê e estou na fase da pesquisa de escolinhas…

    Bjuss

  2. Oi Luciana, tenho acompanhado os seus posts sobre desenvolvimento infantil e o Antônio e acho vc uma super mãe. Sou fonoaudióloga infantil e conheço bem sobre o desenvolvimento de bebês e crianças e tenho que dividir com vc que achei um pouco exagerado o Antonio fazer aula de música, todos os benefícios apontados acima serão atingidos por um bebê que tenha um desenvolvimento normal e que seja bem estimulado obviamente. Tenho certeza que vc já faz isso… E nessa fase não existe estímulo melhor do que brincar, conversar e cantar para o seu bebê. Logicamente as aulinhas não farão mal a ele…
    Acho que hoje em dia as mães sobrecarregam muitos os filhos com muitas atividades e esquecem que a infância foi feita também para brincar.Parabens pelo blog, adoro ele Tb ter esse caráter informativo

    1. Oi Renata, Tudo bem?
      Obrigada pelo carinho!!!

      Então, sobre a aula de musica, vou ter que discordar 100% da sua opinião.

      A aula de musica nada mais é do que outra maneira de fazer o que realmente já faço em casa.
      Exagero seria se não fosse prazeroso, divertido e fizesse bem para minha ligação com ele. Seria um exagero se ele nao curtisse e eu mesmo assim o forçasse.
      Realmente terei que discordar de você.
      Não estou hiper-estimulando, estou apenas estimulando de maneiras variadas. Nesse momento estaríamos brincando no tapetinho, o que é uma delicia, mas ir a aula de musica muda nossa rotina, distrai e apresenta coisas novas, além de apresentar novos amiguinhos e dar a ele uma oportunidade semanal de conviver com bebês da mesma idade.
      Vejo o quanto ele ama esses momentos, as vezes mais do que ficar brincando em casa. Proporcionar isso a ele não me soa um exagero.
      Não coloquei ele em uma aula de musica 6 vezes por semana por 5 horas, são 50 minutos imensamente prazeros da nossa semana, sobrando ainda muitoooooo tempo para brincar.

      Beijos